
Foto: Divulgação/Sebrae-PB
Após quatro anos de trabalho, um produto da Paraíba se destaca
em vendas e aceitação no mercado. O queijo de leite de cabra da Coruja, da
cidade de Barra de São Miguel, no cariri, ganhou o primeiro Selo Arte do estado
em abril de 2024. Desde então, a qualidade do produto tem atraído vendas em
todo o Brasil. A marca ganhou o mercado nacional com premiações em ouro e
destacou-se em eventos que abrem novas rotas de comércio.
O queijo vem da Fazenda Coruja e o empreendedor é
representante da quinta geração da família, Pedro de Castro Pedrosa Neto.
Atualmente, ele levou a marca a obter nota máxima em produtos como o queijo Lua
Nova, que ganhou ano passado duas medalhas de ouro, uma em Blumenau (SC), no
Prêmio Queijos Brasil, e outra em São Luís (MA), no Enel. O outro queijo, Coroa
de Frade, ganhou o ouro também na competição Queijos Brasil e prata no Enel,
todos no ano passado.
Com o Selo Arte, esses e outros produtos Coruja estão sendo
comercializados atualmente no Nordeste, nos estados de Pernambuco, Rio Grande
do Norte, Ceará e Piauí, além de estarem no Norte, no Pará, no Centro-Oeste, em
Brasília (DF) e Goiás, no Sudeste, em São Paulo e Espírito Santo, e no Sul do
país, em Santa Catarina.
“Antes do selo, o queijo era vendido no estado da Paraíba. A
qualidade do produto não alterou em absolutamente nada. O que alterou com as
consultorias do Sebrae/PB foi a possibilidade de nós comercializarmos de forma
regular nosso produto em todo o território nacional. O que mudou efetivamente
foi no que diz respeito à possibilidade de novas vendas. Hoje, nós estamos
vendendo para todo o Brasil”, comentou Pedro Pedrosa.

Foto: Divulgação/Sebrae-PB
Outro laticínio dessa marca que está sendo procurado é o
Creme Chèvre, que ganhou medalha de prata no Queijos Brasil e prata no Enel, em
2024. “São concursos importantes, onde nossos produtos são avaliados por um
corpo técnico grande e competente. Para se ter uma ideia da dimensão do Queijos
Brasil, este ano, foram avaliados mais de 1.400 tipos diferentes”, ressaltou o
empreendedor. A próxima meta é ampliar a produção do Queijo da Coruja, passando
de 300 litros processados atualmente para 1200, até meados de 2025.
Segundo Pedro Pedrosa, o Selo Arte é um verdadeiro objeto de
desejo para todo produtor artesanal. Quatro anos de capacitações com o
Sebrae/PB e outros órgãos, levaram a marca Coruja a conseguir a certificação em
2024. Uma das consultorias com o Sebrae/PB foi a participação da elaboração do
manual de boas práticas, que foi apresentado ao Ministério da Agricultura.
Alguns eventos que o Sebrae realiza também serviram para o
fortalecimento da marca e a inserção dela no mercado nacional. “Esses eventos
foram de grande importância para a gente. Possibilitaram com que o queijo
estivesse em evidência nesses locais, em feiras e exposições. O Sebrae tem sido
um parceiro muito interessante, que nos apoiou na contratação conjunta de uma
empresa de consultoria técnica de Engenharia em Laticínios, que desenvolveu o
nosso projeto estrutural na produção”, detalhou.
Desta forma, o empreendedor vem crescendo e se destacando
com relevância. “A vontade nossa de sempre estar melhorando foi muito grande,
procurando os caminhos. O que mudou foi a possibilidade de nós comercializarmos
de forma regular nosso produto em todo o território nacional. Principalmente,
no que diz respeito à possibilidade de vendas ampliadas”, concluiu Pedro
Pedrosa.

Foto: Divulgação/Sebrae-PB
Queijo da Coruja
O nome Queijo da Coruja é em alusão ao nome da Fazenda
Coruja, onde essa tradição queijeira surgiu. O avô materno de Pedro de Castro,
falecido em 1999, foi a maior inspiração, fabricando inicialmente queijos de
leite de vaca. Em 2008, Pedro concluiu a faculdade de Zootecnia, pela UFRPE, e
foi atuar no estado do Mato Grosso, com pecuária bovina, mas sempre com a ideia
de voltar ao cariri e desempenhar um trabalho com caprinos leiteiros. A
produção do Queijo da Coruja com leite de cabra foi iniciada quando ele voltou,
em 2018. A inovação se deu ao trazer receitas diferenciadas e à base de leite de
cabra, tipo Murciano Granadina.
Além do Sebrae, o Senar, a Universidade Federal de Campina
Grande (UFCG), a Secretaria de Agricultura do Estado e a prefeitura do
município são outros parceiros da marca, bem como a Fundação Banco do Brasil
(FBB). Na página da Coruja tem como conhecer os produtos e negociar: CLIQUE AQUI.
Assessoria/Sebrae-PB