
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O suspeito da morte de Vitória Regina de Sousa, alega coação
policial para confessar o crime. A suposta coação teria acontecido após a saída
dos advogados da delegacia, por volta das 20h30. A informação foi publicada
pela CNN Brasil.
A coação teria ocorrido dentro de um “banheiro sujo” na
delegacia. Maicol relata ter sido pressionado e ameaçado de envolvimento de sua
família no caso.
O suspeito alega ter sido colocado em um “banheiro sujo” e
pressionado a “colaborar” com as investigações, sob ameaça de que sua mãe e
esposa seriam envolvidas no caso. A defesa nega a confissão e questiona os
procedimentos policiais.
Em nota, os advogados de Maicol reiteram que não houve
confissão e que quaisquer declarações atribuídas a ele sem a presença de seus
advogados são ilegais. Eles afirmam que “até o presente momento, não houve
confissão de autoria ou participação por parte do cliente”, reforçando que
declarações sem a presença da defesa “ofendem a legislação processual”.
Defesa questiona procedimentos
Os advogados questionam a falta de comunicação com a defesa
durante o interrogatório e o pedido de exame psiquiátrico sem autorização
judicial.
Eles argumentam que a defesa tem o direito de participar dos
atos processuais e que o exame psiquiátrico, sem ordem judicial, é ilegal,
citando o artigo 149, parágrafo 1°, do Código de Processo Penal (CPP). A defesa
ressalta que “ninguém foi notificado” sobre o interrogatório.
A defesa também considera prematura a discussão judicial
sobre a confissão, visto que Maicol ainda é considerado investigado e não
formalmente acusado. Eles afirmam que o questionamento da confissão só pode ser
feito no momento processual oportuno.
A CNN pediu um posicionamento para Polícia Civil de São
Paulo, sobre as alegações de coação e o que a defesa do suspeito disse sobre a
condução das investigações, contudo, não houve retorno até o momento. O espaço
segue aberto.
O que se sabe e o que falta esclarecer
Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, desapareceu em
fevereiro deste ano em Cajamar, na região da Grande São Paulo. O corpo foi
encontrado uma semana depois com sinais de violência. Um suspeito, Maicol
Antonio Sales dos Santos, está preso desde 8 de março. Ele é apontado como
autor do crime.
A investigação, que apreendeu nove celulares para perícia e
utilizou software israelense para extração de dados, está praticamente
resolvida, de acordo com a polícia.
A polícia descreve o autor do crime como uma pessoa obcecada
por Vitória. Fotos de Vitória e outras jovens foram encontradas no celular do
suspeito. A perícia identificou em mensagens e no depoimento em que confessa o
crime, que ele demonstrou preocupação com relatos de seu carro ter sido visto
perto do local do crime.
A motivação definitiva do crime ainda não está clara. Embora
o suspeito tenha confessado e alegado que fora ameaçado pela vítima, a polícia
ainda precisa reunir mais elementos para conferir que essa foi a real
motivação.
CNN Brasil