
Foto: Divulgação/Sebrae-PB
O Sebrae Paraíba participou, na sexta-feira (14), da
apresentação do relatório final do direcionamento estratégico para a cadeia da
caprinocultura, elaborado pelo Sebrae nacional a partir de uma demanda
apresentada pela Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Ministério da Agricultura
e Pecuária. O objetivo é fortalecer a atividade no país, que tem na região
Nordeste a maior concentração de animais.
Atualmente, conforme dados do Senar, existem na Paraíba
2.500 propriedades produtoras no segmento e o estado figura como o maior
produtor de leite de cabra do país. Os dados reforçam a pujança da
caprinocultura no território paraibano, principal atividade econômica nos 31
municípios do cariri. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de
Caprinos (ABCC), a produção do leite de cabra é a terceira maior fonte de renda
em 70% dos municípios da região, ficando atrás apenas do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) e aposentadorias.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PB e do
Sistema Faepa Senar no estado, Mário Borba, citou como exemplos a serem
seguidos as cadeias produtivas da avicultura e suína, que passaram por
transformações até serem organizadas. “Esse diagnóstico traz perspectivas
futuras e agora vamos dar continuidade a esse processo. Vamos conversar com a
Direção Técnica do Sebrae Nacional, com o Senar nacional, com Luiz Alberto,
nosso superintendente do Sebrae, no sentido que a gente fortaleça mais essa
cadeia e não só a nível de Paraíba e Nordeste, mas a nível de Brasil”, afirmou
Mário Borba.
Joaci Medeiros, analista técnico do Sebrae Nacional,
acrescentou que o documento elaborado envolve, por exemplo, acesso a mercados,
políticas públicas, inteligência setorial e sanidade. “Todas as ações propostas
em relação ao direcionamento estratégico estão agrupadas em seis verticais, que
resultaram em 72 vetores. Fizemos a apresentação do relatório final para que as
entidades possam conhecer primeiro o diagnóstico e a partir disso a gente possa
encaminhar para uma segunda fase do projeto, que é a proposição de ações”,
explicou.
O presidente da ABCC, Pedro Martins, considerou que a
elaboração do direcionamento estratégico era o ponto principal para entender
melhor a cadeia produtiva de caprinos e ovinos, composta por um rebanho formado
por 22 milhões de cabeças de ovinos e 13 milhões de caprinos. Desse total, 96%
dos caprinos estão no Nordeste, assim como 65% dos ovinos.
“Precisávamos que isso fosse formalizado porque só se
consegue ter governança naquilo que é formalizado. A partir de agora nosso
sentimento é de que, ao estarmos diante de um divisor de águas, teremos um novo
momento para uma caprinovinocultura nacional mais forte, mais pujante e mais
eficaz”, destacou Pedro Martins.
Também participaram da apresentação o superintendente do
Senar Paraíba, Sérgio Martins; os gerentes das agências regionais do Sebrae em
João Pessoa e Campina Grande, Franco Fred e João Alberto; o presidente da
Associação Paraibana dos Criadores de Caprinos e Ovinos, Júnior Nóbrega; além
do presidente do Farol de Desenvolvimento da Paraíba, Chico Nunes.
Assessoria/Sebrae-PB