
Túlio Duda Paz, Secretário Executivo de Planejamento da Prefeitura de Campina Grande - Foto: Divulgação/Codecom-PMCG
O prefeito Bruno Cunha Lima protocolou na Câmara Municipal
de Campina Grande o Projeto de Lei 125/2025, que visa delimitar a área da bacia
hidráulica a ser formada na construção do Açude do Covão, para torná-la área de
interesse público. O PL foi recebido na Casa Legislativa com pedido de urgência
para sua votação e, de acordo com a justificativa, a execução da obra tem por
principal objetivo evitar os transtornos causados pelas inundações e enchentes
durante o período de fortes chuvas na cidade, beneficiando a população de
localidades como o Ponto de Cem Réis, Rosa Mística, Severino Verônica e Canal
das Piabas.
No documento, o prefeito Bruno Cunha Lima ressaltou, ainda,
a importância da obra para o desenvolvimento econômico, turístico, social e
infraestrutura de Campina Grande.
“A realização desse projeto é de suma importância para a
região pelos benefícios econômicos, sociais e infraestruturais que
proporcionarão segurança hídrica, desenvolvimento econômico e melhorias na
infraestrutura urbana. A construção do Açude do Covão servirá como parte
integrante do complexo viário da região, ligando os bairros das Nações e
Cuités, através da Alça Norte. Esse aspecto infraestrutural vai contribuir para
melhorar a mobilidade urbana e a conectividade entre diferentes partes da
cidade, facilitando o acesso e o transporte para os residentes locais”,
justificou.
Detalhes
O projeto do Açude do Covão foi desenvolvido e atualizado
pela Secretaria de Planejamento (Seplan), a pedido do prefeito Bruno Cunha
Lima, e teve seus estudos técnicos e projetos executivos realizados pela Atecel
(Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Junior). Ele compõe o
projeto Multilagos e, após sua concretização, o novo manancial de Campina
Grande vai contar com uma capacidade superior a 2,3 milhões de metros cúbicos;
área de inundação de aproximadamente 25 hectares; sangradouro com 12 metros de
largura e altura máxima superior a 28 metros.
Ainda no quesito desenvolvimento econômico, com a obra será
possível o estímulo à piscicultura, à horticultura, ao turismo rural
possibilitando, assim, a criação de emprego e renda para a região e a
sustentabilidade das comunidades vizinhas.
Para o secretário executivo de Planejamento, Túlio Duda Paz, além destes,
outros benefícios serão desenvolvidos com a concretização do projeto, como a
utilização do açude como reservatório natural de água para os bairros do Alto
Branco, Nações, Cuités, e outros, garantindo o acesso da população à água
potável em época de escassez.
Renovação da águas os Açude Velho
Outro benefício destacado pelo secretário é que, com a obra,
será possível realizar a renovação das águas do Açude Velho.
“Essa é uma obra histórica e importantíssima para a cidade
por vários aspectos. Um deles é que será possível a renovação e regulação das
águas do Açude Velho, devido a ambos estarem ligados por meio do Riacho das
Piabas. Quando for necessário, a prefeitura vai poder liberar uma parte dessas
águas e renovar as águas do Açude Velho, solucionando, também, um problema
histórico da cidade que é a poluição do local, o mal cheiro e a mortandade dos
peixes”, explicou.
Projeto Multilagos
O açude do Covão é um dos maiores e um dos mais famosos
açudes que compõem o projeto Multilagos, desenvolvido na década de 1990 pelos
ex-prefeitos Felix Araújo Filho e Cássio Cunha Lima e projetado pelo engenheiro,
arquiteto e urbanista, Geraldino Duda. O Multilagos visava a construção de 16
pequenos e médios açudes, formando um cinturão hídrico em volta da malha urbana
aproveitando relevos, rios, riachos e as chuvas, para garantir segurança
hídrica à cidade.
O projeto também foi retomado durante a gestão do
ex-prefeito Romero Rodrigues, através do início das obras da barragem Açude de
Dentro, localizado no distrito de Catolé de Boa Vista.
Codecom/PMCG