
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O corpo de um cantor de 25 anos foi encontrado na manhã
desta quinta-feira (6) dentro em um lago em Cotia, na Grande São Paulo. Luan
Oliveira, também conhecido como "Corre Kid", estava desaparecido
desde a tarde de quarta (5). A informação é do g1.
Segundo amigos, o rapaz havia pulado na água para salvar sua
cadela de um afogamento. O animal conseguiu retornar às margens do lago, mas
ele, não. Seu corpo foi localizado cerca de 19 horas depois, por mergulhadores
do Corpo de Bombeiros.
Muga, amigo de Luan, relatou nas redes sociais que o cantor
teria deixado o celular na beirada do lago para, então, entrar na água. No
aparelho, ao qual ele tem acesso, encontrou um vídeo que afirma ter sido registrado
por Corre Kid momentos antes do ocorrido.
Nas imagens, é possível ver um cachorro nadando em busca de
uma garrafa pet. Enquanto isso, a pessoa que gravava grita "vem pra cá,
volta!".
Luan já havia lançado cerca de 20 músicas em plataformas digitais,
tanto próprias quanto fruto de parcerias. Seu estilo era puxado para o trap.
Nas redes, colegas e amigos lamentaram a morte do jovem.
"O Corre Kid foi um herói. Ele entrou mesmo sem saber nadar num lago para
salvar a sua cadela, a Zaira, e cara, ele foi um anjo", disse o artista
Alvaflex.
"Sua energia e suas músicas vão ficar guardadas com a
gente para sempre", disse a criadora de conteúdo digital Isabela Machado.
O caso foi registrado na Delegacia de Cotia como morte
suspeita. O corpo de Luan foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para
ser periciado.
Conduta da GCM
Pelo Instagram, Alvaflex relatou um conflito com agentes da
Guarda Civil Municipal que atuaram nas buscas por Luan.
"A gente queria ver o que tava acontecendo, ajudar nas
buscas, e os caras barraram a área e falaram que 'ninguém entra, não sei o
que'. A gente falou 'não, mano, a gente precisa fazer alguma coisa, já que
vocês não fazem nada'. Literalmente, eles não fizeram nada. Sabe o que o cara
me respondeu? Ele falou assim: 'fazer por quem?' Eu falei 'por nóis, mano.
Vocês não lutam por nóis, não protegem nóis?'. Aí ele 'por vocês? Eu não luto
por vocês, não protejo vocês'", relatou o artista.
"O sentimento que eu vi ali, é que eles só queriam
achar o corpo pra ir logo pra casa e encerrar, ser mais um caso e amanhã é
outro dia. Sem nenhum valor."
"Eu tô cansadão de ser visto só como um número. Se você
tem poder, dinheiro, status, você é alguém. Se você mora numa área periférica,
numa zona afastada de São Paulo ou de qualquer outro estado, que seja, você não
é ninguém. Nós somos números", desabafou Alvaflex.
O g1 questionou a Prefeitura de Cotia sobre o caso e aguarda
retorno.
g1