
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O senador Marcos do Val (Podemos/ES) gravou um vídeo onde
pede que os Estados Unidos invadam o Brasil para “recuperar a democracia”. Do
Val também diz que “nós [o Brasil] tomamos um golpe”, em meio a outras críticas
ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O vídeo, que começou a circular na terça-feira (25) nas
redes sociais, não tem data. Marcos do Val está com as contas suspensas por
determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
As críticas a Moraes, que tem se multiplicado entre
apoiadores de Jair Bolsonaro, referem-se às denúncias apresentadas pela
Procuradoria-Geral da República na semana passada contra o ex-presidente e mais
33 pessoas pela participação na trama golpista de 2022 e 2023, que pretendia
impedir a posse de Lula.
O apelo a uma invasão dos Estado Unidos está em consonância
com as movimentações dos bolsonaristas, sobretudo as do senador Eduardo
Bolsonaro, que estão tentando denunciar um suposto “estado de exceção” no
Brasil a parlamentares norte-americanos.
Marcos do Val: ‘O que nós vamos fazer?’
“O que nós vamos fazer? Sozinho eu não consigo fazer. Agora
Alexandre tá indo por água abaixo, mas sempre vai ter outro que vai assumir.”
Mostrando expressão de desespero, Marcos do Val pergunta: “O que mais falta
para você poder entender que nós tomamos o golpe?”, pergunta.
O senador do Podemos, que chegou a concorrer à presidência
do Senado no início de 2025, fez críticas parecidas durante reunião
preparatória da Casa, quando oficializou retirada da candidatura.
“Acho que eu estou num mundo paralelo, porque inicialmente
está todo mundo falando aqui que nós estamos vivendo num país democrático,
sendo que vocês estão vendo aqui, agora, um Senador censurado há dois anos”,
afirmou Do Val.
Em agosto de 2024, o senador afirmou que teve conta bancária
e redes sociais bloqueadas após atacar o STF e Alexandre de Moraes, três meses
após recuperá-las depois de um período de 11 meses de suspensão. Em novembro,
ele disse, em pronunciamento no Senado, que o ministro “pratica perseguições
políticas, crimes contra a humanidade, tortura e censura, além de destruir a
Constituição”.
ICL Notícias