
Foto: Antônio Cruz/Agência Senado
Ao comentar sua eleição para a presidência do Senado, Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP) comemorou os 73 votos conquistados de um total de
81. “Uma das vitórias mais expressivas que o Senado já viu nos últimos anos e
por que não dizer nas últimas décadas”.
“Todos os partidos políticos no Senado estão hoje na Mesa
Diretora. Isso não é exercer a democracia, o debate, o entendimento?”, disse.
“O melhor caminho para o Brasil e para a defesa dos interesses do povo
brasileiro é a pacificação, a conciliação, a união nacional em favor das causas
que verdadeiramente precisam ser vistas pelo Parlamento.”
Em conversa com jornalistas, Alcolumbre afirmou que a
política é o único caminho para mudar a vida das pessoas. “Se tem uma coisa que
continuarei defendendo, de maneira responsável, transparente e equilibrada, é a
condição de um parlamentar poder viabilizar recursos para levar para os seus
municípios”.
“Se não for um deputado demandado por um prefeito ou um
senador demandado por um governador sobre o pedido de uma estrada, de uma
ponte, de uma escola, de uma rodovia ou de uma creche, se não for essa pessoa,
a partir das emendas parlamentares, destinar [verba] para esses estados e
municípios, teríamos um abismo ainda maior de desigualdade.”
Independência
Na coletiva, o novo presidente do Senado disse que vai
trabalhar “lado a lado, apoiando a agenda do governo, apoiando a agenda do
Brasil e pedindo a independência e a autoridade de senadores que pensam
diferente, que são de partidos diferentes”. “Esse é meu espírito e minha
disposição”.
“Esse é meu desejo e vou lutar incansavelmente, todos os
dias, para buscar a pacificação do Poder legislativo. Está demonstrado na
votação: a pacificação do Poder Legislativo com os outros poderes, a harmonia e
a independência assegurada na nossa Constituição.”
“Quero ser uma ponte. Infelizmente, e percebo isso, as
pessoas estão destruindo as pontes. A gente está ficando sem uma ponte de
diálogo para sentar numa mesa com civilidade e ouvir a opinião contrária sem
ter que agredir, sem ter que ofender, sem ter que atacar”, concluiu.
Paula Laboissière/Graça Adjuto – Agência Brasil