
Foto: Josenildo Costa/CMCG
Durante sessão da Câmara Municipal de Campina Grande desta
semana, presidida pela vereadora Waléria Assunção (PSB) e secretariada pelo
vereador Saulo Noronha (MDB), contando com a presença de 19 parlamentares da
Casa de Félix Araújo, os parlamentares se revezaram na tribuna discutindo
problemas relacionados à saúde campinense e cobraram investigação no caso da morte
de bebê e sua mãe, atendidos no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – ISEA.
No início da sessão, os vereadores prestaram suas
condolências ao presidente da Casa Legislativa, vereador Saulo Germano, pelo
falecimento de seu pai, o ex-vereador Severino Germano. Logo após, os parlamentares
centraram suas discussões nos problemas enfrentados pelo setor de saúde no
município, com destaque para a situação da maternidade municipal, ISEA
(Instituto de Saúde Elpídio de Almeida).
Os vereadores lamentaram profundamente o falecimento de Danielle
Cristina Morais e de seu filho, Davi Elô. A criança nasceu sem vida após parto
no ISEA e a mãe veio a óbito devido a complicações médicas. Os parlamentares
cobraram investigações rigorosas para identificar os responsáveis pelo ocorrido
e garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer.
A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) abriu o pequeno expediente
reforçando a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa dos serviços de
saúde do município. “Vamos unir forças para que essa morte não fique impune”,
afirmou. Ela também ressaltou a importância de combater a violência obstétrica
e garantir um atendimento mais humanizado às gestantes. “A morte de Danielle
trás reflexões (…) Uma família destruída em cerca de 25 dias”. A vereadora destacou que o ocorrido não pode
ser desfeito, mas que o Poder Legislativo deve agir para que casos como o de
Danielle não voltem a acontecer.
A vereadora Waléria Assunção (PSB) reforçou a gravidade do
caso e destacou o impacto emocional sobre as famílias. “Só quem passa sabe o
que sente. Um sonho que se desfez em poucos dias”, lamentou. Ela também pediu
investigação rigorosa e justiça para os familiares de Danielle.
O vereador Olimpio Oliveira (Podemos) reforçou as cobranças
para que o poder executivo municipal se posicione sobre a situação da saúde
pública, em geral, e principalmente sobre o ocorrido na maternidade municipal.
“Precisamos de explicações” pontuou.
O vereador Pimentel Filho (PSB) defendeu a necessidade de
investigação, mas ponderou que não se pode criminalizar o ISEA, destacando a
importância da maternidade que trouxe muitas vidas ao mundo. “Não podemos
criminalizar o ISEA, ali nascem vidas diariamente, mas não podemos ficar
calados com o que está acontecendo”, destacou.
Ele ainda mencionou suspeitas de negligência em outros
casos, como a morte de uma criança no Hospital da Criança e de um paciente na
UPA do Dinamérica. “É preciso apurar as responsabilidades do que aconteceu”,
enfatizou. O parlamentar solicitou a abertura de sindicância para a devida
investigação. “Nós estamos falando de sonhos que foram interrompidos e essa
casa não pode se calar” finalizou.
Os parlamentares concluíram o debate destacando a
necessidade de uma atuação mais firme na fiscalização da saúde pública
municipal, garantindo que vidas não sejam perdidas por falhas no atendimento
médico.
Acesse a sessão completa por meio do Canal Oficial do
youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que
tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.
DIVICOM/CMCG